Madhu Culinária Indiana (São Paulo/SP)

•16 de Novembro de 2011 • Deixe um comentário

Para quem me conhece talvez nem seja preciso adivinhar no futuro que meu lugar preferido de São Paulo foi a Rua Augusta. Obviamente usufrui o pedaço da rua que estava próximo a mim. Todo mundo que sabe que fui até lá pergunta dos cabarés. Na parte que eu fui, se tinha cabaré, não vi as meninas. Mas vi cinemas, sebos, galerias, gente alternativa e legal demais. Aproveitei um espaço de até uns cinco quarteirões bem legais e muito bons. Mas, enfim, da Augusta posso até falar em outro momento.

Comi no Casp!ta para não arriscar nada exótico, mas fiquei namorando um restaurante turco e um indiano, o Madhu. Hoje fui ao cinema (assistam O Palhaço. É imperdível!) e depois comer alguma coisa. Já estava com o indiano na cabeça por causa do cheiro de incenso e curry que saía de lá. Afora isso o lugar é muito atrativo. Todo em vermelho, amarelo e verde, sabe usar bem as cores para atrair as pessoas. O primeiro impacto é muito bom, o atendimento solícito. Fui atendido por um dos sócios, um sergipano que já está há muito tempo na terra da garoa. Aliás, além dele tem uma baiana e um pernambucano do Jaboatão dos Guararapes compondo a equipe.

O Madhu tem um som indiano legal. Um eletrônico bem elegante. Pedi ajuda ao Leonardo pra me orientar quanto à melhor opção pra mim. O cardápio tem um conjunto de combos com opção também para vegetarianos. Não vou mentir que fiquei com medo dos temperos, uma vez que cozinha indiana vocês já sabem, não é? Optei por Combo Chicken Curry, isto é, coxa e sobrecoxa de frango desossada com molho de  iogurte adicionado de tempero e especiarias. Para acompanhar, arroz branco, cullet de carne (que é um bolinho de carne), chutney de manga e chapati (uma espécie de pão sírio, só que mais maleável). Para beber não quis o refrigerante e optei por experimentar uma das opções indianas: o lassis, uma batida de iogurte com suco de manga.

E o copo é de inox...

Apesar da culinária indiana ser bem pródiga em sabores marcantes, o tempero do Madhu é suave e bem tranquilo. A combinação dos combos muito bem harmoniosa e podem seguir os conselhos do pessoal de lá tranquilamente. Fui às cegas e não me arrependi. As porções são generosas e não consegui comer tudo. Saí bem satisfeito de lá. Obviamente, pelo meu paladar não é algo que comeria constantemente mas não pensaria duas vezes para ir novamente levando amigos.

O Madhu está recomendadíssimo.

Serviço:

Madhu Culinária Indiana

Rua Augusta, 1422. Cerqueira César. São Paulo-SP

http://www.madhurestaurante.com.br

 

 

Comendo letras (01)

•15 de Novembro de 2011 • Deixe um comentário

“Gastronomia é comer olhando pro céu.” Millôr Fernandes

Bar do Papa (Pesqueira/PE)

•15 de Novembro de 2011 • Deixe um comentário

Bar do Papa, uma dádiva dos ninjas (Lion Man)

Tida como o portal de despedida do agreste (para quem se dirige ao Sertão Pernambucano), Pesqueira é conhecida como a Terra do Doce e da Renda. Mas não é apenas da arte de manipular açúcar e frutas que vive a gastronomia da cidade pernambucana. Em seu território reside uma pérola. No alto do município, no caminho para a turística Vila de Cimbres, bairro do Xucuru, está o Bar do Papa. A especialidade? Uma deliciosa e bem preparada buchada de bode. Por lá passam diariamente clientes ocultos e famosos. O Papa é passagem quase que obrigatória pra quem mora ou passa por Pesqueira.

O criminoso...

Há outras coisas no cardápio do Papa que valem a pena conhecer. Mas a vedete é mesmo a buchada. Apesar de ser uma comida pesada, é temperada com parcimônia. É acompanhada por pirão e arroz. Da última vez que fui (quando foram tiradas as fotos que ilustram o texto), viajei logo após de volta pra Recife. Tive que parar em São Caetano para quinze minutos de sono. Depois disso, corpo novo e estrada.

E preste atenção na parede do bar, cheia de fotos de clientes famosos (e outros nem tanto).

Bar do Papa

Endereço: Rua da Serra, 32. Pesqueira – PE

Fone: (87) 3835 3924

Casp!ta Restaurante e Bar (São Paulo / SP)

•15 de Novembro de 2011 • Deixe um comentário

São Paulo é conhecido por ser um local onde se come muito bem. Não duvido, mas tive que procurar um bocado até achar uma casa no nível do Casp!ta (Cáspita na leitura). Obviamente que minha procura alia custo e benefício o que, mesmo em uma cidade na qual a gastronomia é destaque, não é tarefa fácil. Mas, andando pela Rua Augusta, via o estabelecimento e, agora há pouco, junto com Ana Paula e Alyne, companheiras do NASF do Jaboatão dos Guararapes, entramos para ver como era.

Culinária italiana é sempre um convite a uma felicidade aviltante. Um insulto de tão boa. Mas, como tudo no mundo, deve ser preparado por quem sabe. E se isso se der num ambiente comercial deve ser aliado à um bom local, bem decorado, bom atendimento, além da própria qualidade do produto ofertado. Pelo menos nesta visita que fiz, observei isso tudo no Casp!ta. Cara de cantina, sem perder a noção de que está no Brasil e não em uma piazza milaneza ou romana. Os garçons não precisam estar vestidos como quem vai dançar uma tarantela, nem o som precisa estar tocando o bom, mas inadequado, Pepino di Capri. Vi esse conjunto por lá.

Meu parmigiana adaptado

A princípio a cozinha pareceu um pouco inflexível. Pedi um parmigiana que vinha acompanhado com arroz à grega e batatas fritas. Achei a combinação meio estranha, uma vez que no Recife o acompanhamento se dá com uma massa. Pedi a troca e o garçon titubeou. Não sei se por causa da cozinha ou da imprevisibilidade do pedido. Mas, enfim, foi atendido. Ana Paula pediu um frango à cubana. O parmigiana estava muito bom (apesar do meu ser melhor, mas isso é outra história a ser passada em forma de receita), a massa bem feita, mas a bolonhesa carecia de um pouco mais de tomate natural. As batatas sequinhas e muito boas. Segundo Ana Paula, o frango à cubana estava muito bom.

Frango à cubana de Ana Paula

O melhor de tudo é que o estabelecimento favorecia com preços honestos por um produto bem feito. Não foi o melhor italiano que já fui, pelo contrário, já fui para outros muito melhores e menos luxuosos até, mas dá pra se recomendar o Casp!ta tranquilamente.

Pra dizer que lá estávamos...

 

Serviço:

Casp!ta Restaurante e Bar

Endereço: Rua Antônio Carlos, 344. Cerqueira Cesar. Quase esquina com a Rua Augusta.

 

Caldinho do Hélio

•8 de Junho de 2011 • Deixe um comentário

O primeiro post tem que ser muito especial. Daqueles que te fazem sair de casa embaixo de chuva porque te deu uma vontade quase de prenhez por comer ou tomar alguma coisa. Garanto que da primeira vez que você provar o Caldinho do Hélio, vai se sentir assim. Tive contato com o Caldinho muito menino, quando meu pai e Lula iam tomar o seu ele&ela e me deixavam no balcão tomando o caldo que agentasse. Para quem não conhece, ele&ela é o nome da combinação caldinho+caninha, aqui em Recife.

Hélio e Jorge, ao fundo. A dupla que segura a tropa.

Houve uma época por aqui na qual os caldinhos eram moda. Havia o da Zezé, no giradouro do Arruda, do Índio, em Água Fria. Era de uma capacidade de mobilização tão grande que desenvolviam o comércio das adjacências. A força do Caldinho da Zezé era tamanho  que outros quatro ou cinco casas similares abriram para dar conta do público frustrado por não conseguir chegar nem no balcão.

O Caldinho do Hélio, ou Caldelho (assim mesmo), fica no bairro do Fundão, zona norte do Recife, na Rua Urbano de Sena, 530. Quase em frente à barriguda, um baobá enorme. Nem vá esperando ter lugar pra sentar. Não há cadeiras. É em pé mesmo. Mas eu considero uma política de redução de danos. Quando você começa a ficar embriagado vai pra casa por não ter onde apoiar as nádegas. Para se acomodar, duas opções: o balcão ou as mesas bambas de ferro.

O cardápio está longe de ser vasto. Pelo contrário, só oferece um item, o caldinho de feijão. O que pode ser mudado é o acompanhamento. Completo, vem com molho de tomate, azeitona, camarão seco e uma pasta de fígado. Essa última merece uma menção especial. Este que vos fala odeia fígado em qualquer situação. Esta pasta é conhecida no meio dos caldinhos da zona norte do Recife, como barro da amazônia (não me perguntem o motivo). Pra mim é o diferencial do caldo.

Você pode pensar: um lugar no qual se fica de pé e só tem um item, é bom por que? Porque este item é feito há quase trinta anos e nunca perdeu a sua freguesia. Pelo contrário, cada vez que vou lá vejo mais gente nova. E todos os amigos e amigas que levo, retornam. O caldo custa R$ 3,00 em sua porção média. Além disso tem cerveja e cachaça.

O Caldinho do Hélio, ou Caldelho, é meu Top 5. E é muito improvável que saia daí.

Serviço:

Caldelho (Rua Urbano de Sena, 530. Fundão. Recife/PE)

Funcionamento: Terça a sexta, a partir das 18h, e sábados e domingos, a partir das 11:30h

 
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