La Créperie (Porto de Galinhas / Ipojuca / PE)

•4 de Janeiro de 2014 • Deixe um Comentário

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Porto de Galinhas já virou há muito uma Búzios. Cheia de lugares charmosinhos e, surpreendentemente, sem muita frescura. Até por ser um lugar de praia os fresqué ficam um pouco de lado. Qualquer roupa é roupa, por exemplo. Se o La Créperie fosse em Boa Viagem ou Casa Forte o métier seria outro.

Mas é Porto de Galinhas. E lá você pode aproveitar uma casa de crepes e saladas muito boa. Posso falar dos crepes, das saladas não dá. Não é algo que não peço nos locais onde vou. Mas, enfim, o grande trunfo da casa está no tempero leve. Sem muito sal ou qualquer outra especiaria em exagero. Desconfie de cozinhas de sal. O sal esconde quem não sabe harmonizar temperos. Quem te faz comer sem você se dar conta do sal merece seu respeito. Sempre!

E experimentamos um crepe de queijo, molho de tomate e manjericão, o Jubarte, e um de carne com molho funghi, que esqueci o nome agora. Mas todos em porções generosas e um sabor muito bom, possível de perceber todos os ingredientes seja dificuldade ou necessidade de ser um grande gourmet. Os preços são honestos com a proposta da casa e ficam numa média de R$ 25,00 por crepe. Uma ótima opção para quem quer uma comida leve e gostosa depois de um dia inteiro na praia comendo todo tipo de tranqueira possível.

La Créperie — Crepes e Saladas
Rua Beijupirá, s/n
Porto de Galinhas. Ipojuca. Pernambuco.

Club do Porto (Porto de Galinhas / Ipojuca /PE)

•4 de Janeiro de 2014 • Deixe um Comentário

Porto de Galinhas é a Babel das praias brasileiras. Isso é fato. Você escuta sotaques e línguas do mundo inteiro. A única coisa que não escutei em mais de uma semana aqui foi «oxente» e «bichinho» (além do que eu mesmo falo normalmente). Tirando o Rio, acho que é onde mais acontece. E isso se reflete no comércio local com uma variedade de produtos para todos os gostos e com preços surpreendentemente interessantes. No ramo da gastronomia não podia ser diferente. Come—se muito bem por estas bandas. Pensei até em fazer um post com tudo o que experimentei mas não dá. Vai ser em separado mesmo.

O Club do Porto é a materialização daquela história do estrangeiro que chegou num lugar lindo e ficou. Neste caso o cardápio é chileno. Mas a casa parece uma assembleia de Mercosul. Pois além da dona ser do Chile, a cozinheira é brasileira e os garçons são uruguaios. O lugar é pequeno mas muito bem distribuído. Com muito bom gosto se utiliza bem das cores e de peças de decoração disponíveis de maneira a deixar o ambiente bem aconchegante (pense que agora ficou parecendo texto da Casa Cláudia!). Mas, enfim, voltando ao cardápio, não faltam referências a pratos tradicionais andinos como o Ceviche (aquele sunomono inca) e aquela velha dúvida: bicho da terra ou bicho do mar? Pra resolver mistura tudo num prato só.

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O que experimentamos foi a entrada com camarões empanados (e realmente crocantes) e, como prato principal, uma chapa de mar e vegetais. Como é isso?

É assim: duas torres de berinjelas cozidas e doces com peixe, camarões graúdos e batata feita. Tudo isso acompanhado de farofa, arroz e um feijão à moda chilena (e que parece amendoim cozido vendido na rua e é muito bom). Nada de muito sal e o tempero sem exageros. Até porque comida do mar já tem tempero próprio.

O preço? Razoável para os padrões de uma boa cozinha, sobretudo de opções diferentes do tradicional. O camarão empanado de entrada fica na faixa dos R$ 30,00. O prato principal pra dois, por volta dos R$ 65,00. E há opções de pratos individuais.

Club do Porto
Rua Beijupirá, s/n. Galeria Piccola.
Porto de Galinhas, Ipojuca, Pernambuco

(E mais uma vez…) Voltando a movimentar este bicho aqui!

•3 de Janeiro de 2014 • Deixe um Comentário

Este blog que está sob meu (desleixado) domínio vai voltar a ser movimentado. Ou pelo menos tentarei. Até porque como em tanto lugar que, alimentar isso aqui após me alimentar nos locais é coisa muito natural. Então, que verta!

Comendo Letras (03)

•12 de Março de 2012 • Deixe um Comentário

"Gosto mais do sabor da comida feita por cozinheiros e aceito que as mulheres não sejam boas na direção de carros…Mas que Deus é poderosa, isso ela é!" Rita Lee

Chambaril sem nome (Recife / PE)

•11 de Março de 2012 • 1 Comentário

Não, este não é o nome do local. Mas é que a gente que vai lá nunca soube o nome. Não há indicação. Nada! Mas sabemos  que é bom. Muito bom! É daqueles buracos que a gente encontra e quer levar todo mundo. Tem gente que quando recebe alguém, sobretudo de fora, quer levar nos locais mais sofisticados ou coisa do gênero. Eu levo nos buracos. Nos lugares exóticos. Conheço muito lugar bom e cheio de frufru, mas são dos mais simples que mais gosto. Aí você vai olhar para a foto abaixo…

O chambaril sem nome...

É, o lugar é simples, muito simples. Mas começa a ganhar você pelo atendimento. É tudo muito informal, mas o cozinheiro agora usa um dolman (aqueles uniformes de mestre cuca). É com bermuda, mas não deixa de ser um dolman. É importante lembrar que, diferente do Caldélio (já abordado aqui em outro artigo), o cardápio é vasto. Mas o carro chefe é o chambaril. Para quem não sabe o que é o prato, é o cozido de uma parte do boi chamada de ossobuco. E dentro do osso o que se conhece por tutano. O cozido é feito com verduras diversas e, do caldo, faz-se o pirão e acompanha com arroz. Qual o segredo de lá? É não fazer firula demais nos temperos. É tudo muito simples, sabor simples, coisas do tipo. Não pecam no sal, não pecam nos condimentos. É uma comida santa, completamente livre de qualquer pecado. Quem peca somos nós pela gula. Nem no preço eles pegam: o prato para duas pessoas (que alimentam três tranquilamente) sai por R$ 30,00.

Bom é pouco...

O objetivo de um circuito gastronômico é o de conhecer comidas. Entretanto, este conhecimento está dentro de um contexto. O Chambaril “sem nome” pode fazer parte tranquilamente de algo desse tipo. Alia boa culinária e um contexto local interessantíssimo. Fica ali por trás do prédio da Sudene, no Engenho do Meio. O mapa te ensina como chegar.

Serviço:

Rua Governador Lopo Garro, 348. Engenho do Meio. Recife-PE

Na rua do Clube dos Servidores da Sudene

Aberto para almoço.

ComAqui (Recife/PE)

•4 de Março de 2012 • Deixe um Comentário

Este post estava demorando a aparecer por simples falta de fotos, mas hoje corrijo este pecado mortal. Caso o paraíso exista, a cozinha de lá deve ser a do ComAqui. Você já provou comida taiwanesa? Provavelmente não. E provavelmente muita gente nem sabe onde fica Taiwan. Então, vamos a uma pequeníssima aula de geografia.Taiwan é uma ilha que durante muito tempo foi conhecida por alguns de nós, brasileiros, como Formosa. Ainda hoje é fruto de disputas, uma vez que sua população deseja ser vista como nação independente, coisa não permitida pelos chineses. Oficialmente é um território da China, mas conta com regime diferenciado, capitalista ocidental, o que a fez um dos quatro Tigres Asiáticos juntamente com Hong Kong, Coréia do Sul e Singapura. Taiwan foi refúgio para os fugitivos do regime comunista chinês. Muita gente pode perguntar: mas, se Taiwan é uma China independente, por que esta diferenciação culinária? Simples. O Regime Comunista Chinês degradou a cultura do país durante a Revolução Cultural que impôs a seu povo. Taiwan preservou a antiga cultura e hoje a integra com uma modernidade típica dos países de maior desenvolvimento do Oriente.

Por isso que no ComAqui você não vai encontrar yakissoba, rolinho primavera, essas coisas. Sabores muito fortes também não. É tudo muito suave (exceto por uma pimenta que tem lá). O lugar é comandado por Seu Mário e Dona Suna. Este não são os nomes deles mesmo, mas como os que trouxeram de lá são muito complicados, estes facilitaram a comunicação. Além de muito simpáticos, conseguiram construir um pedaço de Taiwan no Recife. Tranquilo ao ponto de você pensar que o local está fechado, conta, inclusive, com a louça típica da terra deles. A comida tem como base uma massa parecida com massa de pão, base para pratos como o Xiao Long Bao (se não me engano é assim que se escreve e é o meu favorito), o gyozá (preparado frito ou cozido – o que é muito melhor) e o pãozinho de coentro (chamo assim porque não aprendi o nome). O arroz é base para o Bazan (cozido misturado com carne de porco e amendoim em folha de planta). Porco, frango e camarão são utilizados, assim como o gengibre. Também tem o prato que compete com o Xiao Long Bao por minha preferência: o lámen tailandês. Este é um macarrão tipo miojo, feito com molho de soja e um frango que eu passei anos pensando ser carne pela forma do preparo. A entrada pode ser feita com o caldinho de siri ou o tofu defumado. Alguns detalhes merecem ser mencionados, como o shoyo temperado com coentro e alho feito por lá e a ervilha desidratada que vez por outra Seu Mário traz de São Paulo.

Gyozá cozido

Gyozá cozido

Xiao Long Bao

O ComAqui fica no Espinheiro em endereço detalhado logo abaixo. É um dos meu Top 5 e vale muito a pena ir por lá. Já levei uma penca de amigos. O atendimento é espetacular, a comida também, o local também e tudo mais… também. E quem for, escreva por aqui, viu?

Serviço:

Restaurante ComAqui

Rua Carneiro Vilela, 107. Espinheiro. Recife-PE

Fone: 3427 2327

Todos os dias aberto para almoço e jantar. Aos domingos apenas para o almoço.

Comendo Letras (02)

•4 de Março de 2012 • Deixe um Comentário

“Todos os homens se nutrem, poucos sabem distinguir os sabores.” Confúncio